Onde tudo começou...

Minha aventura inicia agora... a primeira vez que estou criando e postando num blog... essa iniciativa não aconteceu por conta própria... A responsável é minha professora... Loiva
A história começa quando numa aula de Psicologia e Políticas Públicas, que está acontecendo agora nas férias, minha professora decide que uma das nossas avaliações finais seria a criação de um portfólio... seja em papel... ou através de um blog.... o detalhe... essa disciplina vai acontecer em duas semanas... um intensivo... 5 horas de aula... de segunda a sábado.... vamos ver como vai acabar essas história... daqui a alguns dias....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sétima aula - segunda parte

Após o intervalo recebemos a sra. Érika que trabalha como gerente de enfermeiras em Farroupilha, no Hospital São Carlos, foi aluna da Pós-graduação sobre humanização que aconteceu em nossa faculdade e veio nos contar como foi essa experiência. O seu trabalho de conclusão seria implantação de mecanismos no local onde trabalha.
Érika nos conta que no primeiro momento foi bem difícil à execução do que havia se proposto a fazer, que para que isso pudesse ocorrer ela teria que revisitar o local, saindo do cenário para poder visualizar o mesmo e em seguida poder verificar o que precisava ser feito. Foi então que formulou um grupo de trabalho em humanização, através de reuniões mensais onde participariam todas as pessoas envolvidas. Nestas reuniões seriam levantados assuntos para discussão de acordo com a demanda trazida pelo grupo. Já na primeira reunião os participantes decidiram por realizar as reuniões fora do horário de expediente e quinzenalmente. Essas reuniões aconteciam através de rodas de conversa, onde os assuntos seriam discutidos, todas as opiniões levantadas e por fim se chegaria a um bem comum. As reuniões tinham como objetivo sair do engessamento que normalmente acabamos por nos encontrar no dia-a-dia, reinventando as formas de cuidado.
Nessa experiência pude pensar mais uma vez como é importante o se reunir para pensar num bem comum, o quanto é importante discutir para trazer melhores soluções, já que muitas vezes nos encontramos sem saber como proceder, parecendo não ter solução algo que a resposta está bem a nossa frente. Ainda como futura psicóloga pude pensar mais uma vez em como cada sujeito é único, como temos que respeitar cada um como é, ajudando-o dentro da sua singularidade e da forma como ele acredita ser boa de viver.
Até a próxima aula!!!!

Sétima aula - primeira parte

Na aula de ontem (11/01) pudemos ter duas experiências muito interessantes. Vou relatar agora a que ocorreu no primeiro período. recebemos a visita do Sr. Gilmar e o Sr. Pizetti que nos contaram um pouco sobre suas experiências em relação a participação na construção de políticas públicas. Escutar um Sr. de 85 anos com aquela paixão toda pelas suas conquistas é encantador. Só para vocês entenderem um pouco o Sr. Gilmar participou da construção do orçamento participativo como conselheiro (o orçamento participativo é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos de participação cidadã. Esses processos costumam contar com assembléias abertas e periódicas e etapas de negociação direta com o governo. No Orçamento Participativo retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade. Com isso a sociedade civil passa a ocupar espaços que antes lhe eram "furtados"), participou também como conselheiro de Caxias do Sul no movimento social para construção de cidadania, como ele mesmo nos conta e atualmente é acessor da Deputada Marisa. Já o Sr. Pizetti fez parte do Conselho do Posto de Saúde (Rua Pinheiro Machado, que abrangia alguns bairro incluindo o Madureira, que é o bairro onde tem maiores conquistas em relação a cidadania, que foram conseguidas juntamente com o Sr. Pizetti), mas antes disto ele passou pela ditadura militar, ficou preso durante 36 dias por fazer parte das associações dos amigos do bairro, isso tudo por volta de 1955, onde a voz do povo estava sendo calada pela política que vínhamos enfrentando na época. Como o sr. Pizetti mesmo nos relata, ele ajudou na cobrança das promessas feitas pelos políticos em época de eleição. Após essa experiência o que pude tirar para mim é que nós cidadãos temos que cobrar nossos direitos, que o que se é prometido pelos políticos tem que ser cumprido cabendo a nós, cidadãos cobrar, para isso é necessário se informando sobre o que está sendo feito em nossa cidade; quais promessas foram feitas pelos políticos nas épocas de eleição para poderem ser cobradas futuramente; o que temos de lei, que garantem nossos direitos, fazendo-as ser cumpridas. Ainda pude tirar que quando a população se junta para pensar e decidir em conjunto muito mais é construído, pois se constrói em benefício de todos, fazendo com que todos assumam sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e mais humana. Vamos a próxima parte da aula!!!!