Onde tudo começou...

Minha aventura inicia agora... a primeira vez que estou criando e postando num blog... essa iniciativa não aconteceu por conta própria... A responsável é minha professora... Loiva
A história começa quando numa aula de Psicologia e Políticas Públicas, que está acontecendo agora nas férias, minha professora decide que uma das nossas avaliações finais seria a criação de um portfólio... seja em papel... ou através de um blog.... o detalhe... essa disciplina vai acontecer em duas semanas... um intensivo... 5 horas de aula... de segunda a sábado.... vamos ver como vai acabar essas história... daqui a alguns dias....

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Décima Aula - última aula

Hoje é nossa última aula a para fechar com chave de ouro visitamos o CRP para conversar com a Silvia que é a pessoa encarregada do CREPOP (Centro de Referencia Técnica em Psicologia e Políticas Públicas), para que pudéssemos conhecer as funções deste e discutir sobre a função do Psicólogo na educação.

Para iniciar a Silvia fez uma apresentação breve sobre o CREPOP relatando que este é um órgão de produção de conhecimento e direcionamento, que ajuda na formulação de perguntas que para se ter as respostas precisa que se vá buscá-las, através de pesquisa. Em seguida passamos a discutir sobre educação onde relato a seguir alguns pontos e minhas impressões.

- valorizar e escutar o que cada sujeito esta querendo dizer - eu acredito que este é um dos pontos principais se não o mais importante de nossa profissão;
- existem dois tipos de pessoas, as que testemunham e ficam só olhando para saber onde vai dar ou as que lutam para que se possa ter garantias – Penso ser este também um papel do psicólogo, ajudar com que se possa ter garantias;
- somos educados a não pensar, a permanecer silenciosos – acho que é uma verdade, mas acredito que hoje já esta se mudando este perfil;
- o psicólogo ainda trabalha hoje na redução de problemas – para que o trabalho do psicólogo seja válido acredito que temos que trabalhar com prevenção e isso se faz através da escuta, mas não de uma escuta simples, uma escuta profunda sobre o sofrimento de cada ser;
- a evasão escolar hoje acontece pois a escola não sabe dar conta do que acontece com o sujeito, o porque que aquela criança chega no ambiente escolar com aquele tipo de comportamento – acho que tem que ir mais fundo, fazer uma investigação profunda em relação a criança e trabalhar as questões que são da sua subjetividade, dentro da rede onde ela encontra-se inserida, só assim pode se ter chances de fazer alguma coisa de verdade;
- Novos lugares do psicólogo: dar conta do humano; não focar no ser mas nas relações de produções subjetivas; reconhecer a complexidade das relações sociais; ter uma pratica intersetorial; trabalhar em rede – Penso que estes lugares são de extrema importância ao psicólogo, que cabe a ele sim trabalhar dentro destas bases, conforme relatei acima minhas opiniões. Se não trabalhar no coletivo, implicando o sujeito envolvido, pensando na subjetividade dele, trabalhando dentro de todas as relações que ele possui, não tem sentindo fazer um trabalho com este sujeito, pois não vai ser um trabalho sólido e profundo;
- entender o que produz o adoecimento e celebrar o que deu certo, precisa-se valorizar e reconhecer o positivo – Acredito ser um pouco do ser humano não fazer isso, ficar sempre preso ao que não deu certo, o que não vai fazer a coisa andar, acredito ser um processo de mudança que não é fácil por ser cultural, mas que pode ser feito;
- a prática do psicólogo na educação tem que estar voltada para a produção de saúde, cidadania e defesa da vida – Esse penso ser o papel do psicólogo em qualquer campo de atuação, sem isto seu trabalho não vai funcionar;
- O desafio é lidar com a diversidade, estar disponível para lidar com o inesperado, e ter capacidade para manter o aprendizado – esse ponto penso ser mais um ponto importante, pois fazer qualquer trabalho sem pensar nestes aspectos, é melhor nem começar a executar.

Para mim, foi uma discussão rica, o que só fez reforçar o venho pensando, e acredito estar dentro de mim, mas que com esta matéria posso dizer que vai ficar enraizado, marcado de forma mais profunda, que é ver o sujeito dentro da sua subjetividade; trabalhar em conjunto para a construção de melhores soluções, sempre me preocupando com o que o outro precisa e não o que eu acredito que ele precisa; lutar pelos direitos, não só os meus mas de quem não tem condições de assim o fazer. A Silvia fechou com uma frase ontem que achei fantástica e finalizo minhas postagens com ela. “Sozinha eu vou mais rápido, acompanhada vou mais longe”
Loiva, obrigada por compartilhar todo esse conhecimento e essa paixão pelo que você acredita, não só comigo, mas com toda a turma, você está fazendo parte da construção de uma pessoa melhor – A MINHA CONSTRUÇÃO!!!!!