Ontem (12/11) discutimos um assunto polêmico e que deixou a sala bem dividida. Trata-se da redução de danos no uso de álcool e outras drogas. Na primeira parte da aula assistimos ao um vídeo que se chama “Não é o que parece”, onde relata sobre algumas experiências realizadas com redução de danos e ainda sobre o lugar que a droga ocupa na vida das pessoas.
O segundo momento foi aberto para discussão. Segue meu ponto de vista. Acredito que redução de danos pode sim fazer a diferença no tratamento e na vida dos usuários, pois quando falamos em drogas não temos que pensar qual droga o sujeito está usando, já que a droga está em nossa civilização há séculos, o ponto é muito mais profundo. Temos que pensar sim o que levou este sujeito a ir buscar a droga, que droga está à vida dele que ele tem que ir buscar outra para tamponar seu sofrimento. A redução de danos serve para ajudar o usuário a se responsabilizar por esta escolha e viver bem dentro dela, trabalhando, tendo sua família, tendo bem estar em sua vida.
O que se faz hoje e acredito ser um equivoco é que se trava uma luta contra as drogas, mas não se dá outras possibilidades ao usuário de ter outra coisa no lugar.
No mundo capitalista que vivemos onde temos quer ter aquele celular que acabou de ser lançado, temos que ter aquele computador que é de ultima geração e que sucesso e felicidade para muitos é ter um carro do ano, não se pensa nas pessoas que não tem condições de poder ter esses objetos. Essas pessoas têm desejos, tem uma falta dentro delas como nos todos temos. O que nós difere é sermos privilegiados por termos, de alguma forma, condições de diminuir nosso buraco existencial.
Outro ponto levantado durante a discussão foi o aumento da violência em detrimento ao uso de drogas. Na minha opinião, não é o uso de drogas que aumenta a violência e sim a potencialização do capitalismo que faz com que o sujeito queira ter o que não pode, por não ter condições financeiras para isso, causando um vazio maior e dentro desse vazio usa a droga para apaziguar seu sofrimento.
O capitalismo é algo que não podemos banir, então temos que trabalhar em outro foco, o foco do sofrimento, fazendo com que cada sujeito tenha bem estar no seu viver, independente das escolhas que ele faça. Como futuros psicólogos, temos que ajudá-los a se responsabilizar por suas escolhas, sempre estando prontos para escutá-los, não reprimí-los e excluí-los, pois isso a nossa sociedade já faz muito bem.
Até a próxima aula!!!!!
Até a próxima aula!!!!!
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